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BRASIL, Sudeste, PRESIDENTE PRUDENTE, JARDIM AVIACAO, Homem, de 26 a 35 anos, Portuguese, Informática e Internet, Música



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    OK COMPUTER!
     


    Adios uol blog!

    Caros amigos e leitores. Venho através deste informar que meus dias no uol blog já se findaram. As idéias já na cabem mais neste humilde espaço que se encerra por aqui, mas continua em um novo espaço bloguístico http://meroespectador.blogspot.com . Praqueles que me acomponham por aqui, muito obrigado pela atenção dispensada, e se possível, continuem comigo lá no blogger, para discutirmos sobre qualquer tema da atualidade. Por isso, fica aqui meu abraço, meu agradecimento a uol pela oportunidade, e que a força estejam com vocês. Até mais. PS:- Este blog continuará no ar, para o caso de alguém querer ler os artigos mais antigos.

    Escrito por Mero Espectador às 02h38
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    Sorria, a "pilantropia" está no ar.

     

    Já não bastam os políticos fingindo que possuem misericórdia pelos povos aqui do lado de baixo, ainda temos que agüentar hipocrisia instaurada pelas organizações não governamentais, popularmente conhecidas por ong´s.

    Mesmo que existam instituições sérias, de forma geral, ong´s estão sendo levantadas apenas e puramente para arrecadar recursos do governo, e da iniciativa privada, e só.

    Famílias e crianças aparentemente assistidas, não passam de fachada para esse engodo chamado de filantropia, que nada mais é do uma mascara social dos reais problemas que enfrentamos no cotidiano da população brasileira menos favorecida.

    Além das ong´s que foram desmascaradas por descobrirem que nem existem de verdade, somente no papel, há aquelas que possuem estabelecimento, porém a proposta de filantropia torna-se duvidosa ao se envolver com as mesmas.

    Salvo algumas que percebem seu próprio equívoco, e acabam se reestruturando, como é o caso da Gol de Letra, instituição fundada pelo ex-jogador de futebol Raí, onde crianças eram alfabetizadas e ao mesmo tempo recebiam uma preparação para o futebol de base. O problema é ao final de cada ano, fazia-se um “peneirão” com as crianças, e aquelas não escolhidas para jogar em algum clube, tornavam-se desestimuladas abandonando a ong.

    Alguns pedagogos se mobilizaram para que a instituição não se esvaziasse e virasse apenas uma escolinha de futebol, e estabeleceu uma nova didática, onde crianças sem talento pra bola, pudessem se interessar por outras habilidades.

    Promover resgate social não é uma tarefa simples, e isso não pode ser confundido com paternalismo, que é o que o governo já faz há tempos, e boa parte da população espera. Entregar cestas básicas e tirar fotos com o povo desdentado pra sair na coluna social de qualquer jornaleco não deve ser a missão de uma ong que no mínimo se considera séria.

    As ong´s já assumiram algo que o governo tem a obrigação de fazer, e isso já tira das costas dos políticos o peso que eles mereciam carregar. Por isso essas instituições devem causar mudanças sociais de forma positiva e significativa, e não manter o marasmo assistencialista que se depositou por algumas delas, onde os próprios políticos sem um menor pudor ético insistem em imprimir seus nomes, para que em tempos de eleições a comunidade se lembre deles.

    De assistencialismo barato, já bastavam os programas televisivos popularescos, que Graças a Deus foram sendo eliminados um por um.

     



    Escrito por Mero Espectador às 00h55
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    Comprando gato por lebre – armadilhas pedagógicas.

    Nas últimas eleições gerais ficou bastante explicita a única preocupação dos candidatos: resumir as "soluções" dadas ao Brasil em simples números.

    Números em relação à diminuição do analfabetismo; números de famílias ajudadas com programas(esmolas) sociais, números de presídios construídos e de criminosos presos(menos os colarinhos brancos é claro).

    Enfim, dentro da visão política brasileira não passamos de um conjunto de números e estatísticas que só servem para enfeitar os discursos de palanques e debates televisivos.

    Como se isso não bastasse, o veneno da hipocrisia política vem contaminando áreas profissionais, em destaque, a educação, setor este sempre alvo dos interesses da minoria elitizada economica e politicamente.

    Adotar sistemas de ensino que custam milhares de reais para os cofres públicos, e não acrescentam nada à proposta de aprendizagem. Aumento da carga horária nas salas de aula, que sem estrutura e espaço necessários só tornam mais estafantes o trabalho docente, além da permanência dos alunos em sala ficar comprometida.

    Sem contar uma série de conteúdos e propostas curriculares para a formação continuada dos professores que se avolumam a ponto da responsabilidade do professor se tornar um peso cada vez maior, e suas atitudes mais robotizadas em sala de aula.

    Resultado disso é a vitória da racá política, detentora do controle da ignorância popular e do poder de mascarar suas verdadeiras intenções em relação a educação, pois em tempos de "era do conhecimento", falar de educação da ibope e voto.



    Escrito por Mero Espectador às 19h06
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    Ô Cridê! Fala pra mãe! Que o Windows me deixou burro demais!

    Desde que iniciei minhas aventuras no mundo da informática, passei por algumas evoluções desde o jurassico MS-DOS até o Windows Millenium, este último em uso no meu computador.

    A praticidade e a conveniência do duplo-clique revolucionou o uso pessoal na informática, dexando os computadores mais simpáticos e atraentes para os leigos.

    Mas a hegemonia da Microsoft, ciradora do sistema operacional Windows está sendo ameaçada pelo seu concorrente, o Linuxa, criação do programador Linus Torvalts.

    Ao contrário de Bill Gates, que faturou bilhões com o seu S.O. fechado e com um custo alto, no caso de Torvalts, distribuiu o seu abertamente e gratuitamente.

    E o que ele ganha com tudo isso? Provavelmente há quem banque Torvalts em seus desenvolvimentos, mas o fato é que o Linux vem se tornando popular e gerando uma série de variações do sistema.

    Ser aberto significa que o Linux deixa explicito seus códigos de programação, ou seja, os códigos de como ele foi feito, dando ao usuário, caso tenha conhecimento de programação, condições de alterar os códigos, e tornar o Linux um S.O. personalizado de acordo com as necessidades do usuário.

    Isso talvez ainda seja um impecilho para usuários viciados em Windows e que não tenha o costume de se usar comandos "estilo DOS" para conseguir os recursos do Linux. Gera-se um receio em trocar de sistema operacional por acreditar que o Linux só serve para programadores e hackers.

    Por isso os colaboradores do Linux têm investido tanto em estruturas gráficas para tornar o "pinguim" mais atraente e com uma praticidade cada vez mais próxima do Windows.



    Escrito por Mero Espectador às 19h00
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    Inclusão – palavra da moda.

    Nos últimos anos, uma série de teóricos humanistas resolveram colocar em pauta mais um "hype" acadêmico: a inclusão.

    E o que vem a ser isso?

    Segundo as teses e dissertações de pós-graduação a inclusão é um "sonho de uma noite de verão" onde todas as pessoas independentemente de serem ricas/pobres, brancas/negras, deficientes/sãs, religiosas/ateístas, possuem as mesmas condições e oportunidades dentro da proposta inclusivista.

    A primeira instituição a ser influenciada por essa tendência é a escola, pressionada a cada dia pelos superiores educacionais para que tal utopia venha a ser concretizada mesma que precipitada e equivocadamente pelos professores, estes por sinal, perdidos em meio a tantas responsabilidades dispensadas à eles.

    Isso significa que a exclusão social que é ampla e complexa e de responsabilidade de todos os setores da sociedade, a inclusão vem pela canalização de apenas uma das partes, no caso, a escola.

    Sem contar que enquanto a escola tenta incluir, dentro de suas concepções pedagógicas, fora dali os alunos continuam a serem excluídos, seja pela família, por outros frupos de convívio, ou mesmo quando na ingressão ao mercado de trabalho.

    Em consequência disso, surge essa contraditoriedade entre uma inclusão ilusória e a realidade exclusivista onde os melhores ou de posse de oportunidades se sobressaem dos demais.

    Mostra-se então que a inclusão não depende só da boa vontade de uma única parcela da sociedade, e muito menos servir apenas de tema para titulação de magistrados que somente aglutinam idealismos e delírios acadêmicos.



    Escrito por Mero Espectador às 18h56
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    Sua Santidade o Papastar!

    Que me desculpem os católicos, mas a mídia e a cidade de São Paulo pararem pra se voltarem as atenções somente ao Papa Bento XVI é de um exageirismo profundo e absurdo.

    O Jornal Nacional usa quase que todo o tempo para falar de Joseph Ratzinger, no caso, com imagens exclusivas do Papa em seu dia-a-dia no vaticano. Do jeito que a onda de reality shows continua, não é difícil que façam um para Bento XVI.

    Sem falar em toda estrutura dipensada para sua estadia aqui no Brasil, parando a maior cidade do país, que normalmente já é um caos. Ou seja, quando o Bush apareceu por aqui foi um desastre, e todos se revoltavam com sua presença, mas como é o Papa, não tem problema, pode congestionar toda a cidade que tá beleza.

    O Brasil pode ser o maior país católico do mundo, mas não podemos esquecer que o protestantismo vem crescendo bastante, além de outras religiões e monopolizar a mídia somente para um lado religioso pode ser comprometedor.

    Os cristãos protestantes se juntam em mais de dois milhões na avenida Paulista, e a mídia não dá mais do que 15 segundos de cobertura. O Papa com muito custo vai juntar 1 milhão de católicos, sendo maioria no país, e terá o resto da semana ou quem sabe do mês de atenção.

    Essa é a nossa imprensa democrática velha de guerra.



    Escrito por Mero Espectador às 00h12
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    O vira-casaca da vez.

    Mudar de idéia sobre certos conceitos é uma virtude que o homem ainda precisa trabalhar, mas mudar de lado, de ideologia, convicção ou mesmo partido político, tornou-se sinônimo de falta de ética.

    Muitos parlamentares fizerem isso ao primeiro mandato do excelentíssimo Inácio da Silva, e muitos outro no segundo. O troca-troca de partidos já virou pauta principal da reforma política, mas por ser conveniente para a maioria, continuará na gaveta por bastante tempo.

    Agora o que muita gente não se ateve, é que uma determinada figura jornalística resolveu debandar para o "lado negro da força" do governo, e assumiu na mais tranquila naturalidade um cargo dado diretamente pelo senhor Lula.

    Esta figura se chama Franklin Martins. Jornalísta e comentarista político, hoje esse cidadão é o mais novo ministro da comunicação social, convidado diretamente ao cargo pelo presidente da república.

    Talvez alguém esteja perguntando: Qual o problema nisso? Ele como jornalísta, não seria a pessoa ideal para ocupar um ministério que trata da área de comunicação?

    Pela sua formação sim, mas o problema é que esse senhor, para quem não se lembra, sempre foi contrário ao governo Lula, principalmente quando eleito pela primeira vez, Martins demonstrou sua indignação, dizendo que um homem que mal havia se formado na Educação Básica poderia ocupar um cargo tão sério e importante do país.

    Isso se prolongou por mais alguns meses, mesmo depois de Lula já empossado como novo presidente da república, mas aos poucos podado pela Rede Globo, onde trabalhava na época. Aos poucos suas críticas foram mudando de tom e de lado, e quem num primeiro momento não aceitava um ex-metalúrgico no poder, foi dando razão para seus atos presidenciais.

    Logo Franklin Martins mudou de emissora, no caso a Band, e apresentava o telejornal principal juntamente com Joelmir Betin e Ricardo Boechat, mas continuava com suas críticas "água com açucar" em relação ao governo. Tudo isso para conquistar o que já almejava há tempos, provavelmente.

    Lula com certeza segue o provérbio "mantenha seus amigos por perto, e seus inimigos mais perto ainda", e prova disso é a mudança picareta do PSDB e do PFL em relação ao governo, que não pensou duas vezes de colocar o crítico político mais respeitado da imprensa ao seu lado, e com um cargo de confiança para evitar que ele volte a lançar farpas contra sua imagem.

    É isso... ele conseguiu o que queria, puxando o saco das pessoas certas. Acho que ao invés de eu continuar a pensar no meu mestrado, possa sonhar em um dia ser ministro da educação... né Lulinha querido!



    Escrito por Mero Espectador às 21h36
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    DESMUNDO – A história do Brasil sem clichês.

    Nunca havia me interessado por assistir a filmes nacionais, por possuir aquele preconceito geral de que filme brasileiro não presta, mas ao utilizar dos mesmos em aulas para alunos de intercâmbio, isso se desfez imediatamente. Principalmente com o último que eu assisti, chamado Desmundo.

    Já havia lido sobre a película em alguma sinopse, mas meu preconceito me impedia de procurar assistir por conta própria. Mas ao ver o filme, me deparei com a idéia de como tem sido feito filmes(nem todos) com qualidade internacional, e abordando um tema tão corriqueiro, mas com uma roupagem totalmente nova: a história do nosso país.

    Pra quem ainda não assistiu o filme mas se interessa, não espere pelos personagens semi-folclóricos como Pedro Álvares Cabral ou Pero Vaz de Caminha correndo atrás de índias nuas com suas carinhas de safadas, pelo meio do mato, ridicularizando assim a nossa história.

    Desmundo é um filme adulto, sério, e crú, longe de qualquer sátira sobre a história tupiniquim, e mostrando um universo mais realista e cruel, de forma a fazer o telespectador compreender como toda essa carnificina sócio-histórica começou.

    Em síntese, Desmundo é um filme baseado em um romance literário omônimo, que conta as desventuras de Oribela de Corvilhã, uma orfã portuguesa, forçada a vir morar no Brasil e se casar com o primeiro que lhe oferecesse interesse em desposá-la.

    O problema é que Oribela não pedir para vir, muito menos se casar com um dos portugueses vividos no Brasil, que por sinal, não se diferenciavamm muito dos selvagens da terra, com suas roupas sujas, e barbas enormes, vivendo como verdadeiros animais em vilarejos primitivos.

    Mas a moça é obrigada a se casar com um tipo desse, no caso, com Francisco de Albuquerque, um senhor de engenho, porém com um estilo de vida de jagunço. Apesar de violentada e açoitada por seu ainda desconhecido companheiro, seu único pensamento é embarcar no primeiro navio que parta para Portugal.

    Sua única esperança se deposita em Ximeno Dias, um judeu que havia se convertido a pouco ao cristianismo, também explorador da nova terra, mas com um nível de cultura e sensiblidade pouco acima de Francisco.

    Talvez aí seja o único clichê do filme, o triangulo amoroso entre Francisco, Oribela e Ximeno, com clima de novelão, mas nada que comprometa o filme, pois todo o contexto é muito mais interessante e enriquecedor.

    O que me chamou mais a atenção, é que os produtores do filme se preocuparam em desenvolver todas as falas utilizando-se do português arcaico falado na época(ano de 1570 nas história do romance), e antes que alguém pense que isso foi influenciado pelo filme Paixão de Cristo de Mel Gibson, Desmundo foi lançado em 2003, ou seja, um ano antes.

    Enfim, Desmundo mostra que ainda existe vida inteligente no cinema nacional, que quando investe em filmes de época, procura abordar as questões históricas de uma maneira muito mais realista e racional, do que fantasiosa e alienadora.

    De versões folclóricas e deturpadas, já bastam os livros didáticos de história do Brasil.



    Escrito por Mero Espectador às 23h08
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    Quem foi a pátria que me pariu?

     

    A impressão que se dá, é que o brasileiro adora demonstrar sua hipocrisia, principalmente em assuntos alheios ao nosso contexto.

    Mês passado foi aprovado em Portugal a lei do aborto, conseqüência de um plebicito onde a população teve a oportunidade de votar sua opinião sobre, o que resultou numa maioria favorável à legalização do aborto.

    O povo brasileiro, principalmente a turma que não tem mais o que fazer a não ser ficar em cima do muro do vizinho, enquanto sua casa pega fogo, e resolveu mobilizar meia dúzia abestalhados moralistas, e irem às ruas manifestar contra o aborto.

    Várias cidades fizeram essa manifestação, com apoio da igreja católica, é claro, mas eu fico imaginando a cena: pessoas com suas faixas e cartazes, e provavelmente com ideologias religiosas estampadas em suas caras de pau, protestanto "não ao aborto", e passando perto de crianças abandonadas nas ruas, aproveitando a aglomeração para pedir uns trocados ou mesmo um prato de comida, e os eufóricos abobalhados anti-aborto diziam:

    - Saia daqui moleque! Não está vendo que estamos aqui reunidos para manifestar contra o aborto, você está atrapalhando nossa passeata! Fora!

    - Mas eu tô com fome, e só queria um trocado pra comer um lanche – retruca o garoto de rua.

    - Eu sou lá seus pais pra te dar trocado, garoto?! Já falei pra sumir da minha frente! – enfatiza algum carola deslumbrado.

    Aí eu lanço a pergunta: Que aborto estamos combatendo afinal?! Daquele em que acaba com aquele ser que ainda se encontra em sua forma fetal, ou o aborto social que abondona e exclui os seres já nascentes, mas ainda em formação física, moral, psicológica e afetica?

    Como podemos condenar o "assassinato silêncioso" feito em clínicas clandestinas, estas por sinal faturam milhões no mercado ilegal, e continuar velando nossa omissão para com o descaso com as gerações que aí estão, sem nenhuma condição de sobrevivência ou mesmo de uma formação efetiva de cidadão brasileiro?

    Isso tudo se explica pela hipocrisia, já citada no início deste texto, porque nós gostamos de "encher a boca com discursos vazios", para que o restante da massa ignara se sensibilize e se deixe levar pelo modismo discursivo, e pela conveniência eleitoreira dos nossos ilustres políticos, que nada mais fazem do que se aliar a quem tem o poder nas mãos, e a ideologia que algum partido político ainda possuia, é jogado no lixo.

    Assim são nossas crianças, todas jogadas no lixo, e ainda levantamos nossas crenças doutrinárias religiosas para defender quem ainda nem teve a oportunidade(e provavelmente não está perdendo muita coisa) de conhecer esse mundo tão doente e hipócrita.



    Escrito por Mero Espectador às 19h07
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    OS MOINHOS DE DOM QUIXOTE

    A sala de aula vem se tornando um campo de guerra psicológico: de um lado os professores tentando ensinar o mínimo possível que os alunos se dispõem a aprender, e do outro os mesmos alunos se fecham em suas redomas mentais à prova de qualquer intervenção pedagógica.

    Tornar a aprendizagem uma situação sedutora faz do processo como aquela situação clássica entre pais e filhos: "coma sua comida e ganhará um doce".

    Nesse ponto o interesse em aprender torna-se conveniente e se dá pelo fim e não pelos meios, estes os mais importantes para a assimilação. As aulas de artes, educação física e informática são o chamariz para que demais disciplinas possam ser ministradas.

    "Se vocês não fizerem as atividades não terão aula tal" ou "se não terminarem as atividades ficarão sem intervalo".

    É uma atitude covarde, mas um recurso obrigatório dos professores que não vêem outra solução perante a recusa dos alunos às atividades propostas.

    Em tempos de palmatória tal atitude dos alunos seria impensável, mas na "pedagogia do amor" a permissividade transferiu a violência para a parte sempre vitimada pelo sistema escolar e hoje em dia também prejudicada pelas desestruturações familiares.

    Vale ressaltar que não tenho a menor intenção de levantar a bandeira do autoritarismo docente, da violência, ou da "pedagogia do medo", mas o construtivismo ainda é uma utopia pedagógica, embora alguns educadores defendam e insistam na existência da prática.

    Há quem diga que a falta de paciência do professor e a ansiedade sejam empecilhos para o desenvolvimento da proposta construtivista, mas ao se jogar um fardo pesado, logo de cara, nas costas de um professor recém formado, pode colocar tudo a perder a postura construtivista, no que diz respeito à atribuição de classes de aceleração ou os casos mais graves de defasagem escolar.

    Os idealismos pedagógicos listam uma série de imposições ao professor que vão desde sua postura em sala de aula perante os alunos, até uma pilha de documentos a serem produzidos, passando por auto-reflexões e cursos de formação continuada.

    Mas se a educação é abrangente e não se resume somente à escola, como fica o papel das demais instituições? O estado, a família, as ongs, e até mesmo as comunidades religiosas, que parcela de responsabilidade cada uma deveria herdar da sociedade, para que a educação se torne plena?

    Por mais que a escola seja uma réplica da sociedade, acumular-se de todas as exigências da formação integral do cidadão na mesma, é fazer dela uma "panela de pressão prestes a explodir", da mesma forma que ocorrem rebeliões em presídios e Febem's, pois as raízes dos problemas sociais nunca são resolvidas.

    A ignorância, o paternalismo, a impunidade assistida, o abandono para com as políticas sociais e educacionais, constitui nos monstros iguais aos visto pelo personagem literário Dom Quixote, este mesmo assumido como cavaleiro andante e que não percebia que tais monstros não passavam de moinhos de vento.

    Somos cavaleiros andantes solitários da educação e nossos "moinhos de vento" nunca serão derrubados enquanto toda sociedade não se juntar para um mesmo ideal: a educação plena oriunda de todos os setores da sociedade.



    Escrito por Mero Espectador às 15h27
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