De Osama a Obama, e o socialismo latino-americano.
 
 
As figuras políticas do nosso globo, nunca tiveram tanto destaque como nos últimos anos, por todos os meios de comunicação, principalmente aqui na blogosfera.
Falar de política virou moda, mas é preciso entender bem o cenário e as intenções de cada figura destacada na mídia.
George W. Bush e Osama Binladen resolveram brincar de mocinho e bandido, invandindo um o quintal do outro, mas a pedrada foi direto na janela do vizinho, chamado Saddan Hussein, que por consequência morreu como herói, pela visão muçulmana, o que só criou mais inimizades por parte do mundo árabe.
Enquanto isso do lado de cá da pelota, no quintal do Bush, está se formando o bloco socialista, por parte do presidente Hugo Chavez, Evo Morales, e porque não dizer o nosso excelentíssimo presidente Lula.
Isso preocupa um pouco os EUA, mas não tanto da parte de Lula, que dá aquela puxada de saco no tio Bush, mas pelo fato dos outros dois presidentes terem a Fidel Castro como referência política e ambos quererem modificar suas constituições, para que seus governos tornem-se vitalícios. Sem falar que Lula tá gostando da idéia e pode querer fazer o mesmo nos próximos anos.
Já nos EUA, a corrida presidencial parece que já começou, e um nome já foi levantado que é o de Barack Obama, representante dos democratas e forte candidato a sucessão de Bush.
Mas porque tanto cofeti em cima desse sujeito? Primeiro porque ele pode ser o primeiro presidente da república americano negro, e como já bem se sabe, isso tem uma conotação meio que folclórica nos Estates. Eleger um negro ao maior cargo do mundo seria como quebrar um dos maiores paradigmas universais, ou coisa que o valha.
Segundo porque o cara é jovem, e como jovem vem se comunicando com os demais eleitores jovens, principalmente pelos blogs de cunho político e jornalístico. O blogosfera yanke se sente excitada por ter um político que lhes dá ouvidos, e os apoia para que continuem crescendo e desenvolvendo informação independente.
Mas é preciso ter um pouco de desconfiança, e procurar saber se o sujeito não está utilizando a ferramenta da web, só pra agradar uma nova sociedade chamada blogosfera, torcando-a pelo famoso "tapinha nas costas" que os políticos brasileiros ainda fazem por aqui.
Ser negro ou branco não jusitifica caráter, e trocar o "corpo-a-corpo" por "blog-a-blog" não o torna mais moderno, nem mais liberal, caso ocupe a Casa Branca.
"Dê a ele o poder, e saberás quem és."
Escrito por Mero Espectador às 03h24
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A festa cristã que o Diabo comprou.

Quarta-feira de cinzas. Todo mundo com cara de bunda, e o ano de 2007 começa agora, como já é de costume aqui no nosso Brasil varonil.
Há quem se entregou a esbórnia esses quatro dias, há quem resolveu ir para algum retiro espiritual, e também quem preferiu ficar em casa, como eu, por exemplo.
Mas vale lembrar que essa festa, hoje em dia tão glamurosa e cormecial, se iniciou como uma festa cristã, mas desvirtuou-se numa festa pagã e promíscua.
No século II d.C. a igreja considerada como primitiva já fazia o jejum de quarenta dias anterioes a Páscoa, como sinal de respeito em relação à morte de Jesus Cristo, conhecida pelos católicos como Quaresma. Esse jejum constituia em não ingerir nenhum tipo de carne, até a Páscoa, o que continua até os dias de hoje, só que a partir do segundo século, alguns líderes da igreja resolveram então instituir quatro dias antes do início do jejum, uma festa que envolvesse todo e qualquer tipo de carne.
Surge então a "festa da carne", onde as pessoas se deliciavam com este alimento, e nada tinha a ver com orgias ou coisas do tipo, ou seja, o prazer era totalmente degustativo.
O problema é que os séculos foram se passando, a festa foi se espalhando pelos povos, e misturada a outras culturas, seu significado inicial se distorceu, e o "festival da carne" passou a ter conotação sexual, e o era religioso tornou-se pagão.
Hoje a festa é simbolo de promíscuidade, onde pessoas desfilam pelas ruas e avenidas semi-nuas, e expressão "ninguém é de ninguém" torna-se lei nesses quatro dias.
As instituições cristãs, em sua maioria, preferem se manter à margem desse feriado, e ao invés de resgatar o verdadeiro valor de tal festa, prefere taxá-la de pagã por conveniência. A grande moda dos cristãos mais fervorosos nessa época, é se isolarem em retiros espirituais, acreditando que todos aqueles que não participam ficam fora da "presença de Deus", como se Sua manifestação ficasse limitada no Carnaval.
Só que nem sempre ir a um retiro espiritual é sinônimo de paz e tranquilidade, pois muitas pessoas vêem tal evento, como uma oportunidade de diversão fora do eixo "carnaval-baile-desfile", e se aproveitam pra fazerem parte da aglomeração em chácaras, sítios ou clubes de campo.
E aí que mora o perigo, pois nem todos envolvidos vão com um propósito em comum, que é ter uma "experiência com Deus", mas de fazer uma "folia campestre", ou algo do tipo.
Achar que o Diabo só ronda onde o "fervo" do Carnaval acontece, pode ser uma idéia equivocada, do ponto de vista espiritual.
Escrito por Mero Espectador às 21h01
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